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By: Duver Da Riva

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Monday, 14-Jul-2008 08:45 Email | Share | | Bookmark
Fui!



Divirta-se muito!!!!!!!!!!
Thu 17-Jul-2008 02:11
Posted by:Céu
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Saturday, 5-Jul-2008 23:39 Email | Share | | Bookmark
Semana de filmes

Manderlay
Cloverfield
Pequena Miss Sunshine
O Caçador de Pipas
Piaf
Déjà Vu
A Grande Viagem
The Nines
A Vida dos Outros
Jogos Mortais IV

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Monday, 12-May-2008 16:45 Email | Share | | Bookmark
Água Viva - Clarice Lispector (pra faculdade)

"...sou o és-tu"
Concepção, características e conteúdo

Originalmente intitulado “Atrás do pensamento: monólogo com a vida” e depois “Objeto gritante”, propunha-se a transcender as fronteiras da literatura com enxertos de fragmentos jornalísticos e autobiográficos, gerando uma heterogeneidade de temas, estilos de linguagem e gêneros narrativos. Após três anos de revisões, transformações e considerável redução (originalmente eram 200 páginas de manuscritos), a obra ganha novas características e é publicada, em 1973, pela editora Arte Nova, sob novo título: Água viva.

Pode-se suspeitar que o título “Água Viva” faça alusão a uma técnica literária modernista, o fluxo da consciência , da qual se serve Clarice. O estilo, consagrado por James Joyce (Ulysses , 1922) e Virginia Woolf (Mrs Dalloway, 1925), propõe-se a enunciar o fluxo contínuo de pensamentos, tal como ocorre no íntimo; ainda que aparentemente desordenado, gera raciocínio lógico.

Assim Clarice o faz. Seu texto, apesar de manifestar-se num grande mosaico de pequenas peças individuais – superficiais e profundas, emulam um todo harmônico e tridimensional onde o tema é vivo; multifacetado, mutante. O enredo de Água Viva é virtual e captado como numa ilusão de ótica, onde o que se vê com atenção é diverso do que o que se vê de relance ou em estado de acuidade abstraída.

Em primeira pessoa, o eu-lírico anônimo de Água Viva é feminino e, portanto, confunde-se com a própria identidade da autora [Clarice], conferindo um tom autobiográfico à obra. No entanto, revela-se ainda nas primeiras páginas como um “eu” impessoal , cósmico , representando todos e/ou ninguém. Esse “eu” parece redigir uma carta. O destinatário, também anônimo, figura-se no “você que me lê” e, pelas últimas páginas, se manifesta num vocativo curioso: realidade. Desta forma, uma única frase parece sintetizar a matéria de Água Viva: “Esta é a vida vista pela vida”.

Duas veias temáticas pulsam em Água Viva: o tempo e o ser.
A efemeridade do momento presente, nomeado “instante-já”, revela-se grande angústia. O eu-lírico busca uma quarta dimensão, isto é, capturar o agora em sua integralidade, desgarrá-lo da corrente do tempo e manuseá-lo enquanto elo individual. Tal dimensão só poderia ser alcançada através da palavra que, enquanto objeto, é capaz de perpetuar o momento . Paradoxalmente, a perpetuação, intimamente ligada ao tempo, é questionada quando a própria existência do tempo é posta em cheque.

O pensamento, enquanto “invisível núcleo da realidade”, é inventado, e representa uma inconsciência racional-discursiva denominada “it”, um estado-lugar puro, espontâneo e involuntário. Tal dimensão se encontraria atrás do pensamento. Por vezes, “atrás do atrás do pensamento” e é experimentada por recém-nascidos, por exemplo. A angústia do eu-lírico se revela na quase impossibilidade de experimentar o “it” voluntariamente. Para tal, o leitor é convidado a parar de raciocinar, o que é considerado “terrivelmente difícil”.

Pôr em palavras o inefável se torna uma traição necessária e Clarice Lispector habilmente oferece o irracional por meio de inúmeras digressões, que induzem o leitor à proposta dimensão “it”. A autora enxerta trechos narrativos envolvendo lembranças, experiências, desejos, novas histórias, uma cantiga de roda, uma citação bíblica, descrição de espécies de flores, entre outros, ligando-os através de uma lógica esquizofrênica . Diante do que é proposto no conteúdo da obra, percebe-se que a autora não pretende, de fato, estabelecer um enredo à partir do texto concreto. O tema é vislumbrado na abstração gerada no atrito e no vazio entre os enxertos narrativos , de onde se estimula uma prática máxima da subjetividade .

Dentre os motivos que compõem a afinidade entre os diversos segmentos do texto, destacam-se proposições metafísicas sobre o infinito, a morte , Deus, o entre-lugar, o involuntário, o insconsciente , o invisível, a atemporalidade, a insanidade, o inesperado , o nada enquanto entidade, o impossível. À moda socrática, a narradora assume suas incertezas.


Gênero e canonicidade

Embora comumente classificado como “romance” , o relato intimista de Água Viva - isento de tramas, enredo, personagens, eventos e cenário - confere à obra um status inclassificável de gênero , por vezes denominado “ficção” ou “fluxo da consciência”. A própria narradora não esconde sua malícia:

“Este não é um livro porque não é assim que se escreve. (…) Inútil querer me classificar: eu simplesmente escapulo não deixando, gênero não me pega mais.”

A canonicidade de Água Viva estaria ligada primeiramente à já estabelecida canonicidade e/ou popularidade da autora aquando da publicação da obra em questão. Ademais, sua consagração lhe é emprestada pelo arremedamento de uma técnica narrativa glorificada internacionalmente, o fluxo da consciência, até então não autenticada em língua portuguesa. Adicionalmente, poderia-se mencionar a publicação, no Jornal do Brasil, de um texto apreciativo do renomado jornalista Alberto Dines , agindo como instância legitimadora da qualidade de Água Viva e impulsionando a sua circulação na indústria cultural.

Curiosamente, hoje, maio de 2008, o livro não se encontra disponível nas livrarias. Estaria enfraquecida a sua presença no cânone literário brasileiro? Será que seu estilo subjetivo e hermético não estaria contribuindo para a lucratividade no mercado cultural, cujo público é cada vez mais materialista e consumidor de descartáveis? O tempo dirá.


Desfecho – sinopse em metáforas

A consciência, o ser e o agora não se delimitam em lugar algum. Não se os vê. Não se os prendre. Diante de tal angústia, Clarice Lispector se propõe a apalpar o subjetivo, dar-lhe forma sem, contudo, demarcá-lo. Como uma pintura abstrata, desprovida de figura concreta, Água Viva é um quadro do nada circunscrito no tudo. É um caco de espelho que, ele só, ainda que caco, abarca o infinito. É um trecho de ar que, sem extremidades, cima e baixo, começo e fim, é o ar integralmente. É o ser, o estar, o turbilhão do agora materializado em jorro de palavras. O preto das letras no branco do papel imprimindo a essência inefável da massa cinzenta. Um deleite em nuances de cor desconhecida. O invisível fotografado em excepcional dimensão: O textº sentido.


* Omiti as 24 notas de rodapé

NÃO DEIXE O AMOR PASSAR

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.

Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.
Carlos Drummond de Andrade
Wed 14-May-2008 02:39
Posted by:Alguem
Primeira visita no seu espaço e muito feliz pelos encontros com Clarice.
Você tem sido uma surpresa boa.
E vamos mesmo ao grupo de estudos.

Beijinhos
Fri 23-May-2008 14:50
Posted by:eliana mara  - [Link]
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Thursday, 8-May-2008 03:10 Email | Share | | Bookmark
O Ovo e a Galinha

Estou lendo "Água Viva", de Clarice Lispector. É louco. É um delírio.. é um deleite.
Tenta descrever o que tem atrás do pensamento, uma quarta dimensão chamada "it", e agarrar o instante-já.

Ela é louca, de psiquiatra. Vi a entrevista no youtube e constatei.

Ela diz que sua melhor obra é "O ovo e a galinha", porque ela própria não o entende. Ah...

Anyway, "assista" ao conto. É um deleite. É Louco. É pra rir, dar muita risada. Pensar? É um deleite de qualquer sorte.


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Thursday, 27-Mar-2008 02:10 Email | Share | | Bookmark
Redondamente certo

 
Você leu Dom Casmurro? E aí, Capitu traiu Bentinho?
Fiz minha primeira leitura da obra e não pude evitar buscar pelo canônico enigma. Contudo, ao final não tive dúvidas de que Ezequiel era filho de Capitu com Escobar; O enigma se revelou o porquê de se perguntar tanto se houve ou não traição.

Decerto que se conhece apenas um lado da história, a dramatizada pelo suposto corno. Mas, ainda assim, tanto quanto ele, a mãe estava apercebida da semelhança entre seu filho e o terceiro. Então pronto; Não tomemos aqui em conta a crendice de que se uma mãe dá à luz um filho verde e redondo, é fruto (trocadilhos à parte) do desejo insatisfeito de comer melancia durante a gravidez.

De qualquer forma, após alguma reflexão, dou-me aqui o direito de extrapolar a interpretação. Extrapolação, essa, autorizada pela literatura, confirmada pela minha professora de “Cânone literário” e ratificada pelo narrador ao se dirigir a mim, leitor, quase me chamando pelo nome, pedindo que preencha, a meu bel prazer, as lacunas de sua narrativa omissa.

Seja feita a sua vontade.

Bem, Bentinho e Escobar tiveram um affair durante o tempo de seminário. Eu disse um affair. Disse que se beijaram? Não. Disse que se “pegaram”? Não. A narração também não. Contudo, um affair tiveram e isso está impresso no meu livro, da editora L&PM, e também no de todas as outras que o publicaram. Quem não viu pulou páginas.

A narrativa nos leva a pintar uma Capitu “dissimulada”, e o adjetivo é convenientemente reiterado pelo narrador melindrado, a fim de provocar um compadecido “ah, ta explicado” na mente de seu fantochizado leitor. Mas você, leitor venal, não admite a possibilidade de ter sido comprado pela dissimulação daquele que se pretende vítima - é, dele mesmo, de Bentinho-?

Ninguém vai, agora, poder tirar satisfações com Machado de Assis (sequer com Bentinho) para confirmar ou remodelar conclusões. O autor mór-réu e estão aí Roland Barthes e o IML para não me deixarem mentir. Assim, a obra prossegue - nominal ao portador.

Como eu dizia, o caso é o caso. O de Bentinho e Escobar. O narrador deixou claro que tinha o amigo seminarista em alta estima e a ele não poupou elogios. Fantasiou tê-lo inventado, tamanho o desejo de apropriar-se de rara obra e até revelou se merecerem. Olhavam-se, tocavam-se e freqüentavam-se sempre que podiam.

Bentinho sequer era seguro da própria sexualidade. Na adolescência, sentiu assegurada sua compulsória heterossexualidade ao beijar uma mulher. Bradou aliviado: - Sou homem!

Seduzido pelo próprio recalque, casou-se. O próximo passo, um sonho, era ter um filho. Eis que Ezequiel vem ao mundo e sua parecença com o companheiro de seminário se torna motivo de grande inquietação.

Ora, talvez Bentinho não saiba, talvez sim (se o tomarmos como dissimulado... mas quem não sabe mesmo é você): o objeto de seu ciúme e de sua motivação para “a pena à mão” não é Capitu, mas Escobar. É este o objeto de seu desejo sincero, censurado pela moral (reforço o argumento lembrando que se trata do século 19) e paliado pela placêbica menina de olhos de cigana oblíqua.

Assim, sua narrativa enrustida toma por foco a infidelidade de Capitu enquanto ele, Bentinho, dissimula a própria perfídia na periferia das entrelinhas, verde do desejo insatisfeito de dar à luz seu lado fruta.


Oi Primo! Adorei o texto. A propósito: você já ouviu falar da teoria que considera os devaneios do Bentinho fruto de uma homossexualidade reprimida? Bentinho sentiria mesmo atração era pelo
pretenso rival, Escobar. Daí seus ciúmes paranóicos da Capitu, a de olhos de ressaca, de cigana oblíqua e dissimulada.
E Machado insinua isso em vários momentos do livro. Para exemplificar, o trecho em que Bentinho e Escobar encontram-se no seminário: "Fiquei tão entusiasmado com a facilidade mental do meu amigo, que não pude deixar de abraçá-lo. Era no pátio; outros seminaristas notaram a nossa efusão; um padre que estava com eles não gostou".
Wed 7-May-2008 19:53
Posted by:Laura Da Riva laura.riva@mail.com
Opa!! Não ouvi falar, não. Mas é exatamente o que eu to dizendo. Ainda bem que eu não ouvi falar, porque senão padeceria da "angústia da influência", segundo a minha professora. Vc participa da teoria?
Thu 8-May-2008 03:10
Posted by:Du
Você virou "Dom Casmurro" até a alma! Para quem não queria nem ler o livro, me saiu um ótimo crítico literário... bjs
Sun 20-Jul-2008 04:22
Posted by:Carolina Ribeiro carol.yod@hotmail.com
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Wednesday, 26-Mar-2008 02:35 Email | Share | | Bookmark
Efeito colateral: reações adversas

Lembrei-me de uma aula recente na faculdade. O tema era a intertextualidade. Se proposital, é um tempero gourmet, uma coisa genial, gostosa, um presente quase necessário. Quando se conhece o texto fonte, degusta-se a intertextualidade com apuro, pois, segundo a explicação da professora, tem-se a "senha de acesso".
Ouvir o Pedro Bial, no Big Brother, chamar Gyselle de Capitu por ser "misteriosa", me fez parecer que quem não teve a senha foi ele. Valeu mas foi insosso. Capitu não é misteriosa, mas, supostamente, dis-si-mu-la-da. Ora...

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Friday, 21-Mar-2008 23:04 Email | Share | | Bookmark
Uma Palavra

As palavras causam. Uma só palavra dá vida ao que não é – nada.
As palavras comprometem. Uma só palavra nomeia um coquetel de sensações anônimas– amor.
As palavras faltam. Uma só palavra não traduz – saudade.
As palavras salvam. Uma só palavra declara a frustração de palavras – inefável.
As palavras podem. Uma só palavra fala de muitas – palavras.
As palavras ousam. Uma só palavra cala palavras – silêncio.
As palavras proíbem. Pensar pode. Palavrar não.
As palavras acontecem. Uma só palavra faz o agricultor com pá - lavra.
As palavras interpretam. Uma só palavra basta ou nem uma – 1/2.
As palavras reinam. No princípio era uma palavra.
No fim, outra.



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Friday, 21-Mar-2008 21:25 Email | Share | | Bookmark

Se eu conseguisse imitar o Pica-pau, seria ótimo dar uma risarada igual a essa de vez em quando:

Risarada #1

Risarada #2


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Saturday, 1-Mar-2008 04:21 Email | Share | | Bookmark
Mundo - Praia imprópria

Gente, o período "útil" desse semestre chegou com violência, como aquela onda que quebra em cima da gente e nos revira debaixo d'água, nos fazendo perder a noção cima-baixo-norte-sul-leste-oeste-dentro-fora-vivo-morto. Ainda não achei a superfície pra respirar.

Que brincadeira chata..
Pára!


semestre hard esse... mas com calma a gente passa!
visita feita, honey! blog legal!
bjoo!
Mon 17-Mar-2008 23:20
Posted by:Pedro apedrus@hotmail.com  - [Link]
valeu, Pedro! Se vc achar uma bóia, joga pra mim!
Fri 21-Mar-2008 21:20
Posted by:Du
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Tuesday, 14-Aug-2007 15:08 Email | Share | | Bookmark
Esculturas e afins

Louvre
Pra quem quer saber o que tem debaixo da pirâmide
 
View all 18 photos...

I see your space here is asking for updates.
What do you think?

Abraços!
Wed 20-Feb-2008 03:17
Posted by:Marconni marconni@gmail.com
veríssimo! xeu ver...
Wed 20-Feb-2008 13:43
Posted by:Duver
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